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TEATRO Chico Salles faz show de seu CD “Sérgio Samba Sampaio” no Teatro Municipal

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Show “Sérgio Samba Sampaio”. de Chico Salles
Data: Quarta, 05 de agosto de 2015
Horário: 20h
Ingressos: R$ 40 | Meia-entrada: R$ 20
Duração: 80 min
Classificação etária: 16 anos

Teatro Municipal de Niterói
Rua XV de Novembro, 35, Centro, Niterói
Tel: (21) 2620-1624

Para mais uma edição do projeto “Clássicos do Samba”, o Teatro Municipal de Niterói recebe o show “Sérgio Samba Sampaio”, do cantor Chico Salles, na quarta-feira, dia 05 de agosto, às 20h. Revelando uma faceta da vasta obra do capixaba, o CD de Salles apresenta uma paixão pelos sambas-canções e letras bem humoradas, inteligentes e ainda atuais de Sérgio Sampaio. Os ingressos custam R$40 reais.

Com produção de José Milton e Henrique Cazes, que também assina os arranjos, “Sérgio Samba Sampaio” foi lançado em 2013, pelo paraibano, mas carioca de coração, Chico Salles, com participações de Zeca Pagodinho, Fagner e Zeca Baleiro, pelo selo ZecaPagodiscos. Composto por 13 sambas, boa parte do CD é formada pelo repertório de “Tem Que Acontecer”, de 1976, segundo disco de Sampaio. Entre as escolhas, há mergulhos profundos na obra ainda submersa, como a lembrança de “Chorinho Inconsequente”, incluída no irreverente LP “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das Dez”, de 1971.

Além de músicas como “Odete”, “Nem assim” e “O que pintar, pintou”, o repertório do show conta com uma versão instrumental de “Leros, boleros”, também de Sergio, e ainda músicas de Chico Salles, que não deixará de fora o grande sucesso de Sérgio, “Eu quero é botar meu bloco na rua”. O show tem direção de Henrique Cazes, que também participa tocando cavaquinho, e ainda Tiago Prata (violão de 7 cordas), Nísio Jeremias (acordeom), Beto Cazes (percussão) e Zé Leal (percussão).

O projeto contribuiu para recolocar o nome de Sérgio, que morreu em 1994, e integra a galeria de “malditos” da MPB, junto com nomes como Jards Macalé, Jorge Mautner, Itamar Assumpção, Torquato Neto, e Arrigo Barnabé. “Acho que o Sampaio é mais bem entendido hoje porque ele foi um transgressor no seu tempo. Ele não se encaixava em nada, sempre foi uma pessoa sem turma. Era um artista que tinha na sua poesia algo de triste, mas conseguia passar isso com muito humor”, afirma Chico Salles.

Chico Salles

Francisco de Salles Araújo nasceu no sertão paraibano, em São Francisco do Chabocão, em 1951. Cantor e compositor de forró e samba, além de poeta e cordelista, mudou-se para o Rio de Janeiro aos 18 anos, inicialmente trabalhando em construção civil. As músicas nordestinas, misturadas aos sambas de Paulinho da Viola, Chico Buarque e Martinho da Vila, foram suas principais influências. Ao conhecer o trapalhão Mussum, fizeram juntos músicas carnavalescas, e fundaram o bloco “Elas e Elas” (1985), em Jacarepaguá, bairro do Rio, onde residiam.

Como cantor, além de “Sérgio Samba Sampaio”, Chico gravou os álbuns “Confissões” (1999), “Nordestino Carioca” (2002), “Forrozando” (2005), “Tá no sangue e no suor” (2007), “O Bicho Pega” (2010) e “Rosil do Brasil” (2015). Na bagagem cultural também trouxe o cordel. Reconhecido, torna-se membro (2007) e Diretor Cultural (2009) da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC). Para legitimar a carioquice deste paraibano, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro concedeu-lhe o título de Cidadão Honorário de Rio de Janeiro, em 2008.

Sergio Sampaio

Nascido em 1947, no município de Cachoeiro do Itapemirim, Sampaio alcançou projeção nacional em 1972, quando defendeu no último Festival Internacional da Canção “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua”. Com a canção, vendeu 500 mil compactos. Mas seu apreço pela boemia e as baixas vendas dos três álbuns lançados por ele em vida fizeram com que fosse alocado na categoria de maldito.

Após sua morte, Sampaio teve sua obra reavaliada no tributo “Balaio do Sampaio”, lançado em 1998, com interpretações de João Bosco, Lenine, Zeca Baleiro, entre outros. Nos últimos anos, “Bloco” foi regravada por nomes de diferentes estilos, que vão de Casuarina ao KLB, passando por Margareth Menezes. Seus álbuns, disputados nos sebos, também ganharam edições em CD a partir dos anos 2000.